O vereador Sebá, a convite de Denise Maricato, sobrinha trineta de Carlos Gomes participou da homenagem que a Câmara prestou ao maestro. Artistas da ABAL (Associação Brasileira Carlos Gomes de Artistas Líricos) abrilhantaram o evento com apresentações das óperas do maestro.
Biografia
O maestro Antônio Carlos Gomes, nascido em Campinas (na época Vila de São Carlos) no dia 11 de julho de 1836, foi o grande responsável por levar a arte brasileira a ser aplaudida na Europa. Filho de Manoel José Gomes, mestre de banda, aprendeu a tocar vários instrumentos aos dez anos de idade. Manteve, desde então, relação visceral com a música.
Suas primeiras composições oscilavam entre canções de forte apelo religioso e modinhas românticas. Em 1860 disposto a consolidar sua formação musical, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi apresentado a D. Pedro II, que se tornaria seu admirador e mecenas.
O imperador o enviou a Milão, Itália, para aprimorar os conhecimentos musicais. Em 1870, Carlos Gomes iniciou brilhante carreira do compositor, ao apresentar, no Teatro Alla Scalla, a ópera O Guarani, baseada no romance homônimo de José de Alencar. A obra rodou o mundo, foi reverenciada por grande parte da crítica e foi aplaudida de pé por compositores consagrados como Giuseppe Verdi.
O prestígio obtido como compositor de óperas não impediu que o maestro atravessasse grave crise financeira a partir de 1885 – o que o levou a se viciar em ópio. Em 1895, foi convidado a dirigir o Conservatório do Pará. Mesmo doente, aceitou o convite. Após três meses no cargo, no dia 16 de setembro de 1896, Carlos Gomes morreu em Belém, aos 60 anos. Seus restos mortais foram trazidos para Campinas em 1905 e estão repousados no monumento-túmulo localizado na Praça Bento Quirino.