Em primeiro lugar quero deixar claro que não venho a essa tribuna, sob hipótese nenhuma, fazer proselitismo ou obter aplausos por meio de um discurso eloqüente e demagogo.
Tenho a consciência do quão sério é esse tema e os senhores não irão ver da minha parte qualquer tentativa de incorrer em um populismo nesse legislativo.
Sou a favor da Comissão Processante, mas e principalmente sou a favor da democracia, do Estado Democrático de Direito, jamais deixando de observar um dos cinco princípios fundamentais da administração pública, disposto em nossa Carta Magna, que é o Princípio da Moralidade da Administração Pública.
A partir do momento em que essa comissão for instaurada, de minha parte garanto que não medirei esforços para que todos os fatos sejam esclarecidos e se submetam às ações administrativas cabíveis, no caso impeachment.
Aproveitando a grande citação da palavra impeachment, de origem britânica, deixo claro que lutarei pela tão esquecida palavra accontability. Ou seja, precisamos ser responsáveis pelas nossas decisões e pelas conseqüências de nossas ações.
Jamais podemos deixar vingar a idéia de que a impunidade será fator determinante neste caso.
É por esta razão que esta Câmara Municipal tem o dever moral e legal de aprovar este requerimento de instauração de comissão processante.
Não podemos, como parlamentares que somos, virar as costas para Campinas e nem para este público que aqui hoje se encontra e que nos acompanha pelos meios de comunicação.
A bússola moral nos aponta o melhor caminho, mas não nos ensina a como chegar lá. Para isso, mais do que nunca precisamos ser responsáveis e transparentes em nossos argumentos.
Só assim estabeleceremos o que é hoje essencial à Câmara Municipal de Campinas: um estado de confiança, respeitabilidade, transparência e interlocução com todos os cidadãos campineiros.